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Estruturas instaladas nos pontos mais baixos da cidade impulsionam o efluente para assegurar que todo o material coletado chegue às unidades de tratamento
Você já parou para pensar na jornada invisível que começa assim que a água utilizada nos imóveis vira esgoto? Ao descer pelo ralo da pia, do chuveiro ou pelo vaso sanitário, o esgoto inicia um trajeto subterrâneo até as estações de tratamento. Na maior parte do percurso, ele percorre de forma natural pelas tubulações, movido apenas pela força da gravidade. O grande desafio, no entanto, surge quando o relevo da cidade apresenta desníveis.
Para garantir que 100% do esgoto coletado em Piracicaba vença o caminho e chegue em segurança às Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), o sistema conta com 64 Estações Elevatórias de Esgoto (EEEs). Instaladas nos pontos mais baixos da cidade, onde o fluxo natural já não consegue transportar o efluente, as EEEs têm a função de bombear o esgoto para um nível mais alto, permitindo que a gravidade volte a fazer o seu trabalho.
No entanto, manter essa engrenagem operando sem parar, 24 horas por dia, exige uma operação de alta complexidade. Só no último ano, as equipes da Mirante realizaram mais de 4.500 visitas de inspeção e 2.300 manutenções preventivas nessas estruturas. E é justamente durante esse trabalho minucioso que os técnicos enfrentam o maior vilão dessa história: o acúmulo de lixo.
Nesse trajeto, os equipamentos contam com um gradeamento, uma espécie de peneira gigante para barrar o que não deveria estar ali. No último ano, 96 toneladas de resíduos foram retiradas das elevatórias e estações de tratamento. Para se ter uma ideia, esse peso equivale a quase 100 carros populares. São materiais como plásticos, tecidos, papéis e gordura, descartados incorretamente no vaso sanitário ou nos ralos, que danificam as bombas e provocam desde bloqueios na rede até extravasamentos nas ruas e dentro das casas.
Prevenção, monitoramento, atuação e tecnologia a serviço do esgotamento sanitário
Para evitar que o fluxo do esgoto pare pelo caminho e provoque extravasamentos, a tecnologia e a prevenção são aliadas constantes. “O investimento contínuo em manutenções, associado ao olhar atento dos técnicos em campo e ao monitoramento em tempo real do nosso Centro de Operações Integradas (COI), garante a excelência e a segurança dos serviços”, destaca Josiane Santos, gerente executiva da Mirante. Do COI, os operadores acompanham a vazão dos poços e a eficiência dos equipamentos à distância, antecipando qualquer necessidade de reparo. Ou, quando alguma ocorrência é observada nas ruas, equipes operacionais são direcionadas com agilidade para solucionar.
No fim das contas, a infraestrutura está pronta para vencer a gravidade, mas manter essa jornada invisível fluindo perfeitamente depende de um gesto simples e diário: lugar de lixo é no lixo. “Nosso compromisso com o desenvolvimento de Piracicaba é um papel compartilhado com a população. Essa união de esforços é o que garante que o esgoto chegue com segurança ao tratamento, seguindo rigorosamente a legislação ambiental e levando mais qualidade de vida para todos”, afirma Daniel Mantovani, diretor-presidente da Mirante.

Em 2025, 96 toneladas de resíduos foram retiradas das elevatórias e estações de tratamento
