A concessionária Mirante registrou um aumento de 290% dos índices de furtos de tampas de poços de visitas (PVs) apenas nos sete primeiros meses deste ano, em relação a todas as ocorrências de 2020. Esse número reflete apenas os dispositivos que pertencem ao sistema de esgotamento sanitário, portanto, estima-se que em todo o município esse saldo tende a ser ainda mais alto.

Segundo levantamento feito pela concessionária, no ano passado foram 30 furtos, enquanto em janeiro e julho, os casos já somam 117. Além dos prejuízos na esfera financeira, a maior preocupação da concessionária está atrelada aos riscos de acidentes de trânsito, ou quedas de pedestres, que podem ocorrer em decorrência do local exposto.

“Entre o tempo de furto e a empresa ter ciência e fazer a reposição, pode acontecer um incidente, causando danos em veículos ou algo pior, como uma lesão mais grave em algum pedestre ou motociclista. Para evitarmos esse cenário, é imprescindível que a população nos acione imediatamente assim que identificar um poço de visita sem tampa”, afirma a coordenadora de Operações e Serviços da Mirante, Laís Fonseca Gomes.

Para inibir a prática ilegal, a concessionária tem como procedimento padrão lavrar Boletim de Ocorrência para todos os furtos identificados. Além disso, tem procurado alinhar junto à Polícia Civil, ações de fiscalização aos estabelecimentos que compram esse tipo de material, como ferros-velhos e sucateiros, a fim de evitar a facilitação do acesso a esses materiais e, desta forma, coibir qualquer prática de comércio.

RISCOS À SAÚDE – Além de toda questão legal, manusear a tampa de um PV pode causar riscos à saúde, por se tratar de um dispositivo que faz a vedação de redes de esgoto e pode conter material contaminado. “Nosso pessoal é treinado e utiliza os EPIs (Equipamento de Proteção Individual) para lidar com tudo o que se refere a esgoto. O mesmo não acontece com a população em geral, então essa é mais uma preocupação da concessionária, pois pode contaminar todos os que tiverem contato com o tampão”, conclui Laís.

 

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